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O menino Adriano Martins dos Santos, de apenas seis anos, morreu baleado na noite desta terça-feira (14) em Guarapari

Lúcia Souza Martins, 40 anos, foi ao DML na manhã desta quarta para liberar o corpo do filho
Lúcia Souza Martins, 40 anos, foi ao DML na manhã desta quarta para liberar o corpo do filho
Foto: Reprodução/TV Gazeta

A data de aniversário da doméstica Lúcia Souza Martins, 40 anos, ficará marcada para sempre como o dia em que nenhuma mãe gostaria de lembrar.  O filho dela, Adriano Martins dos Santos, de apenas seis anos, morreu baleado na noite desta terça-feira (14) em Guarapari.

"Ouvi uns 10 tiros e apavorei. Saí de casa, as pessoas tentaram me segurar e vi meu filho nos braços de um vizinho. Até o carro em que ele foi socorrido foi atingido por tiros. Quero justiça, se tivesse polícia na rua isso não tinha acontecido", lamentou Lúcia no Departamento Legal de Vitória, onde aguardava para liberar o corpo do filho na manhã desta quarta (15).

Com informações de Ruhani Maia

O crime

Testemunhas relataram que os disparos vieram de dentro de um Corsa, cor prata, que passava por uma rua do bairro Adalberto Simão Nader, onde a criança brincava.

De acordo com um morador, que ajudou a socorrer o menino para o hospital, a criança brincava com uma pipa na mão quando ouviu os tiros e saiu correndo. Um tiro acertou as costas de Adriano.

"Foram muitos tiros. Os caras passaram de carro sem falar nada, sem abordar ninguém. Só atiraram e acertaram o menino. Ele estava agonizando de dor quando peguei ele no colo para levá-lo ao hospital. E a mãe dele chegou logo depois, desesperada, inconsolável", conta o morador, que pediu para não ser identificado.

O menino foi socorrido para o Hospital Infantil Francisco de Assis. Segundo a unidade, a criança chegou viva ao Pronto Atendimento, mas não resistiu ao ferimento.

De acordo com uma moradora do bairro, uma auxiliar de serviços gerais de 36 anos que preferiu não se identificar, houve correria e pânico no momento dos tiros.

"Meu filho estava na escolinha de futebol perto do local onde a criança foi baleada. Fiquei desesperada com a notícia achando que era ele. Só fiquei mais calma quando soube que ele tinha corrido para a casa do avô, que fica perto. Tinha muita criança na rua e houve correria e muito pânico. O menino atingido era conhecido por aqui. Ele estava sempre na rua brincando", lembrou.

A moradora completou que os tiros partiram de gangues rivais que estão sempre em confronto. "Infelizmente essa é uma situação comum em nosso bairro. Gangues de outros lugares invadem e brigam com as gangues daqui. Tudo por causa do tráfico. Mas nos últimos dias, com a greve dos PMs, esses tiroteios aumentaram. Sabemos que o Exército e a Força Nacional estão nos bairros nobres, mas aqui eu só vi uma vez. Não nos sentimos seguros. Tanto que até mesmo após o crime nenhum carro de polícia ou Exército apareceu aqui", disse.

A Secretaria de Estado da Segurança (Sesp) foi acionada pela reportagem, mas, até as 21h20, não havia se pronunciado.

Protesto

Revoltados com a morte da criança, moradores protestaram contra a insegurança no bairro e fecharam entradas do bairro, colocando fogo em pneus. Por volta das 22h15, pelo menos duas ruas de acesso ao Adalberto Simão Nader estavam fechadas pelos manifestantes.

Manifestantes protestam contra a morte de menino de 6 anos em Guarapari
Manifestantes protestam contra a morte de menino de 6 anos em Guarapari
 
 
FONTE: GAZETA ONLINE
Foto: Internauta

 Data de publicação - 15/02/2017 14:27:40



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