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Com as medidas corretas, é possível evitar problemas ao ambiente litorâneo e às regiões habitadas

 
Erosão costeira: solução é estudo e planejamentoErosão costeira: solução é estudo e planejamento


Por Labmar

 

A todo momento as praias estão perdendo e recebendo sedimentos. Mas quando algum evento como o assoreamento de um rio ou uma construção inadequada atrapalha este retorno, começa o processo de erosão. Falta areia e o mar busca na própria costa, comprometendo as construções.

Para entender a dinâmica desse processo não é preciso ir muito longe. Praias importantes para o turismo capixaba, como Meaípe, em Guarapari, Ponta da Fruta, em Vila Velha, Anchieta, Marataízes e Conceição da Barra, estão sendo castigadas pela erosão costeira. Especialistas explicam que muitas vezes não é possível conter o processo natural, mas com estudo e planejamento dá para evitar as perdas materiais e resgatar a paisagem de cartão-postal do Espírito Santo.

“As principais fontes de sedimento para as praias são os rios, as praias vizinhas, as dunas costeiras e, por fim, as barras de areia submersas. Se alguma dessas variáveis começa apresentar alterações, a praia começa a sofrer uma mudança no transporte sedimentar, até atingir uma nova condição de equilíbrio, possivelmente causando erosão em algum trecho”, explica Tobias Betzel, diretor técnico do Labmar, empresa de Geociências especializada em estudos e levantamentos de processos costeiros.

 
Processo de erosão (Foto: Divulgação )Processo de erosão (Foto: Divulgação )

Processo de erosão (Foto: Divulgação )

Em Marataízes, Sul do Estado, tudo começou quando a restinga foi ocupada por construções. Com o tempo, elas foram impedindo que a areia retornasse à praia, gerando desequilíbrio e um grave problema de erosão. Em Conceição da Barra, por sua vez, a causa foi o assoreamento de um rio que desembocava no mar e, junto com a água, trazia areia. Apesar do mesmo problema, as causas distintas também implicam em soluções diferentes, que só uma análise profunda do ambiente pode apontar.

 

Solução

 

As mais usuais obras de contenção de erosões praticadas no Brasil são para reter o sedimento na praia, como a instalação de espigões, quebra-mares e a utilização de recifes artificiais. Além disso, há outras soluções como a revitalização de dunas e restinga – que funcionam como reservas de areia – e o engordamento artificial das praias, trazendo areia de outros locais. Mas, segundo Tobias, não existe uma fórmula exata de resolução destes problemas, sendo necessária a realização de estudos a longo prazo para definir quais possíveis soluções para cada praia em particular.

De acordo com o diretor técnico da Labmar, o planejamento da ocupação é o mais benéfico para as construções e para o ambiente marítimo. Pois a intensa ocupação humana na área litorânea sem estudos preliminares, visando somente no aproveitamento turístico e comercial, acelera ou modifica a tendência de equilíbrio natural desses ambientes. Mesmo quando o problema é solucionado, não há garantias de que regiões litorâneas que já sofreram com a erosão não vão mais se deteriorar. Sempre será necessário um acompanhamento. “A melhor alternativa para prevenir os danos é o planejamento territorial de uso e ocupação das orlas, bem alinhados a estudos prévios de caracterização da linha de costa. No caso de praias remediadas, o monitoramento da linha de costa é necessário para verificar o novo comportamento após a obra de contenção”, finaliza Tobias.

 

FONTE: G1

 Data de publicação - 06/06/2018 08:56:49



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