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Cerca de 100 mil pessoas morrem por ano no Brasil por causa da doença

 
AVC: para driblar doença entre as que mais matam no país é necessário diagnóstico rápido e tratamento preciso
AVC: para driblar doença entre as que mais matam no país é necessário diagnóstico rápido e tratamento preciso
Divulgação


Por Grupo Meridional

 

Foi graças a um tratamento imediato que o técnico eletricista aposentado João da Silva, de 61 anos, não entrou para a estatística da doença que mais mata no Brasil e a que mais causa incapacidade no mundo, o Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 100 mil pessoas morrem por ano no Brasil por causa da doença, um número superior ao total de mortes causadas por malária, tuberculose e AIDS juntas. No mundo, são 17 milhões de casos por ano, dos quais 6,5 milhões levam à morte e inúmeros à incapacidade de modo permanente.

“Comecei a sentir uma fraqueza nas pernas e as vistas escurecidas. Fui ao médico e a princípio acharam que era uma labirintite. Cheguei a voltar para casa, mas no mesmo dia senti novamente os sintomas, desta vez mais forte. Não conseguia ficar em pé”, recorda o aposentado o incidente sofrido no mês de junho.

Me levaram para o hospital, fui internado imediatamente e colocado em aparelhos. Após fazer exames, como ressonância magnética, detectaram a obstrução de duas artérias, uma reduzida em 60% e outra 50%”, explica João.

Tipo de derrame

O derrame sofrido pelo aposentado foi do tipo Isquêmico, responsável por 85% dos casos, e que é causado pela obstrução ou redução brusca do fluxo sanguíneo em uma artéria do cérebro. Já o AVC Hemorrágico, considerado mais grave, acontece quando um vaso se rompe espontaneamente e há extravasamento de sangue para o interior do cérebro.

Por ser um caso de urgência médica, as ocorrências necessitam de tratamento imediato. Segundo o neurologista Cesar Raffin, do Hospital Meridional, as lesões cerebrais (sequelas) causadas pelo derrame têm a ver do local onde ele ocorreu. “No caso do senhor João, o AVC foi na parte responsável pelo equilíbrio, por isso ele teve sintomas de labirintite”

Quanto antes a doença for diagnosticada, menos danos e sequelas o paciente sofrerá. O neurologista ensina uma técnica fácil, que pode ser seguida até mesmo por uma criança que estiver acompanhando a pessoa que começa a se sentir mal.

“Existe um protocolo simples. Basta pedir para a pessoa fazer três gestos: erguer os braços, dar um sorriso e falar alguma frase. Se a pessoa tiver dificuldade em cumprir essas três tarefas, ela pode estar tendo um princípio de AVC”, alerta.

Tratamento

O Hospital Meridional conta, desde 2006, com uma estrutura única no Estado para o setor de Neurologia, constituída de uma equipe interdisciplinar, formada por neurologistas de plantão 24 horas, por neurorradiologistas, neurointervencionistas na Hemodinâmica, por neurointensivistas na UTI Neurológica e por neurocirurgiões.

 
O neurologista Cesar Raffin explica que quanto antes o problema for identificado, menos o paciente sofre (Foto: Divulgação )O neurologista Cesar Raffin explica que quanto antes o problema for identificado, menos o paciente sofre (Foto: Divulgação )

O neurologista Cesar Raffin explica que quanto antes o problema for identificado, menos o paciente sofre (Foto: Divulgação )

Nos últimos 30 meses, a Unidade de Neurologia recebeu 1.200 pacientes, sendo 24% deles acometidos por um AVC Isquêmico Agudo. Um desses atendimentos foi o de João, que após ficar 10 dias internado e retornado para casa sem nenhuma sequela, começa a retomar a vida com novos hábitos.

“Comecei a fazer caminhadas de pelo menos 30 minutos todos os dias e também estou seguindo uma alimentação recomendada por nutricionista. Perdi uns 10 kg durante a internação, mas já estou recuperando o peso”, afirma.

Saiba

Sinais e sintomas de acidente vascular cerebral:

Fraqueza de um lado do corpo; dificuldade para falar; perda de visão; perda da sensibilidade de um lado do corpo; alterações motoras; paralisia de um lado do corpo; distúrbio de linguagem; distúrbio sensitivo e alteração no nível de consciência.

Como diminuir o risco de ter um acidente vascular cerebral:

Evitar o sedentarismo, má alimentação, sobrepeso, obesidade, tabagismo, uso de drogas e excesso de bebidas alcoólicas. Além de procurar tratamento para problemas de saúde como altas taxas de colesterol no sangue, diabetes, pressão alta e doenças cardíacas.

 

FONTE: G1

 Data de publicação - 03/09/2018 06:52:25



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