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Por Murillo Velasco, G1 GO

 


 
Foto de João de Deus no registro do sistema penitenciário, em Goiás — Foto: Reprodução/TV AnhangueraFoto de João de Deus no registro do sistema penitenciário, em Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Foto de João de Deus no registro do sistema penitenciário, em Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O advogado de João de Deus, preso há 26 dias acusado por crimes sexuaisdurante tratamentos espirituais, afirmou que o médium se sente injustiçado por continuar preso e está debilitado, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Alberto Toron disse ao G1, nesta sexta-feira (11), que o cliente está um “farrapo humano”.

“Ele está debilitado. Reagiu à notícia com tristeza. Apoia-se na sua infinita fé e se sente injustiçado. Agora está andando com uma bengala improvisada, fala para dentro e muito baixo. Cabeça baixa, barba por fazer, cabelo despenteado. Um farrapo humano”, afirmou o advogado.

Alberto Toron disse que esteve com o médium na quinta-feira (10), após ojulgamento do habeas corpus dele ter sido suspenso no Tribunal de Justiça de Goiás. Isso ocorreu porque um dos desembargadores pediu mais tempo para analisar o caso. João de Deus está preso no Núcleo de Custódia, em Aparecida de Goiânia, desde o último dia 16 de dezembro.

 

Entenda a situação de João de Deus:

 

 

  1. Ação na Justiça: João de Deus já virou réu após denúncia do Ministério Público por violação sexual e estupro de vulnerável (o processo cita 4 vítimas);
  2. Investigação: a Polícia Civil indiciou o médium por apenas um caso de violação sexual mediante fraude. O caso é mesmo já incluído na denúncia do MP. Agora, ele foi indiciado outra vez pelo mesmo crime;
  3. Investigação: a polícia também indiciou João de Deus por posse ilegal de armas. O MP deve analisar o caso e decidir se apresenta denúncia à Justiça.

 

 
Advogado Alberto Toron durante julgamento de habeas corpus no TJ de Goiás — Foto: Patrícia Bringel/TV AnhangueraAdvogado Alberto Toron durante julgamento de habeas corpus no TJ de Goiás — Foto: Patrícia Bringel/TV Anhanguera

Advogado Alberto Toron durante julgamento de habeas corpus no TJ de Goiás — Foto: Patrícia Bringel/TV Anhanguera

 

Julgamento do habeas corpus

 

1ª Câmara Criminal começou a julgar o habeas corpus de João de Deus na quinta-feira. O Ministério Público emitiu um parecer contrário ao habeas corpus. O relator do processo, Nicomedes Domingos Borges, acompanhou a posição do órgão e votou contra a liberdade do médium. Outros três desembargadores seguiram a mesma posição do relator.

Porém, o último desembargador, Sival Guerra Pires, pediu vistas do processo para que ele tivesse mais tempo para analisar o caso. Com isso, o julgamento fica suspenso por tempo indeterminado. Assim, o médium seguirá preso em Aparecida de Goiânia.

O advogado do médium, Alberto Toron, disse que sustenta dois argumentos para pedir o habeas corpus. "Primeiro é os fundamentos da prisão não a justificam. Não houve ameaça a vítimas, até porque elas não foram identificadas. E, em segundo lugar, não houve movimentação financeiras das contas", disse. Além disso, reforça que existem outras alternativas ao encarceramento, como a prisão domiciliar.

 
Armas e dinheiro achados no quarto de João de Deus  — Foto: Murillo Velasco/G1Armas e dinheiro achados no quarto de João de Deus  — Foto: Murillo Velasco/G1

Armas e dinheiro achados no quarto de João de Deus — Foto: Murillo Velasco/G1

 

Segundo indiciamento

 

Também na quinta-feira, o médium também foi indiciado pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo e outro abuso sexual. Além de João de Deus, a mulher dele, Ana Keyla Teixeira, também foi indiciada por posse de arma.

"A força-tarefa da Polícia Civil encerrou todos os seus procedimentos porque já foram indicados em dois [casos] por posse ilegal de arma tanto o João de Deus, como a esposa dele, Ana Keyla, uma vez que ambos moram nas mesmas residências, tanto de Abadiânia, como Anápolis. Nas duas cidades houve apreensão de armas de fogo", afirmou a delegada Karla Fernandes.

Agora, os inquéritos são enviados para o Poder Judiciário, que encaminha para análise do Ministério Público, que pode oferecer a denúncia, pedir o arquivamento ou solicitar novas diligências policiais. Se houver denúncia, a Justiça pode aceitá-la ou não. Aceitando, o denunciado vira réu e será condenado ou absolvido pela Justiça.

Sobre as armas, um dos advogados de João de Deus, Alex Neder, disse que o médium relatou em depoimento à polícia, na cadeia, que as armas eram de pessoas que queriam tentar se matar ou como “garantia” de empréstimos.

 

Situação atual

 

Confira fatos importantes do caso citados do mais recente para o mais antigo:

 

FONTE: G1

 Data de publicação - 11/01/2019 12:32:32



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